COMO A DEPRESSÃO PODE ATRAPALHAR A VIDA DO ENFERMEIRO

A depressão será a principal causa de problemas de saúde e de incapacidade em todo o mundo até o ano de 2020, conforme dados da OMS.

 

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) mais de 300 milhões de pessoas vivem com depressão atualmente. Entre 2005 e 2015 foi observado um aumento maior que 18,5% nos casos de depressão.

 

E o Brasil, segue em ritmo acelerado, no afastamento de trabalhadores que estão recebendo auxílio-doença em razão da depressão.

 

Para se ter uma ideia. Atualmente o Brasil é o campeão de casos de depressão entre os países da América Latina, representando uma média de 11 milhões de brasileiros com a doença.

 

Neste texto terá:

 

  1. Depressão e os profissionais da enfermagem
  2. Depressão a doença silenciosa
  3. Quais os problemas que a depressão pode lhe causar?
  4. Auxílio-doença ao enfermeiro
  5. Etapas para encaminhar o auxílio-doença
  6. Recorrendo da decisão que negou o auxílio-doença no inss
  7. A diferença do tempo insalubre na aposentadoria e a aposentadoria especial
  8. E-book completo gratuito: a aposentadoria dos enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem
 

 

 1- DEPRESSÃO E OS PROFISSIONAIS DA ENFERMAGEM

 

A depressão é a grande inimiga dos profissionais da saúde. Médicos, enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem. Estes são os mais acometidos pela doença, principalmente aqueles que trabalham em ambiente hospitalar.

 

Estes profissionais lidam com situações de risco e de muita dificuldade, como a perda de um paciente por exemplo. Além de todos os outros fatores sociais e ambientais que causam inúmeros danos.

 

A Saúde Mental dos Enfermeiros aponta que os profissionais que trabalham por turnos e os que têm menos fins-de-semana livres sentem-se pior em relação a doença.

 

O que justifica que a depressão pode ser oriunda de uma sobrecarga emocional e física.

 

Os principais sintomas da depressão são ansiedade, mudanças de humor, perda de interesse, tristeza, tédio, irritabilidade.

 

No corpo a doença se manifesta como fadiga, fome em excesso, e é comum também o ganho ou perca de peso repentino.

 

2- DEPRESSÃO A DOENÇA SILENCIOSA

 

Por mais que possuem vários sintomas, a depressão é conhecida como uma doença extremamente silenciosa. Pois diferente das demais, ela não apresenta dores físicas, o que a torna difícil de ser percebida.

 

Mesmo com os dados alarmantes a depressão ainda é vista com muito preconceito, e por este fato, não é tratada com a sua devida importância.

 

Podemos citar ainda, outras 5 doenças que mais afetam os enfermeiros. Vou deixar o link abaixo para você ler:

5 PRINCIPAIS DOENÇAS QUE MAIS AFETAM ENFERMEIROS, TÉCNICOS E AUXILIARES DE ENFERMAGEM

3- QUAIS OS PROBLEMAS QUE A DEPRESSÃO PODE LHE CAUSAR?

 

A doença é tão devastadora que na maioria das vezes impossibilita o profissional de exercer suas funções rotineiras.

 

Sentir-se incapacitado para fazer atividades comuns do dia a dia é um problema enorme, que afeta e muita na vida pessoal do enfermeiro.

 

Como citado acima, a depressão é uma doença silenciosa, portanto é difícil até na hora de procurar ajuda.

 

Caso não saiba, a depressão pode ser considerada uma doença ocupacional, ou seja, provocada por fatores relacionadas ao ambiente de trabalho.

 

4- AUXÍLIO-DOENÇA AO ENFERMEIRO

 

Por este motivo, quando chega na fase de incapacidade, você possui direito ao benefício de auxílio-doença.

 

O benefício de auxílio-doença é justamente para você enfermeiro poder se afastar temporariamente do trabalho e tratar a doença.

 

Porém isso não é muito simples, principalmente pelo fato de que você precisará comprovar a incapacidade mediante documentação médica. E após, passar por perícia médica.

 

Comprovar a depressão não é uma tarefa fácil, pois seus sintomas são somente emocionais e nem sempre são levados a sério.

 

Nas perícias médicas, muitas vezes o auxílio-doença para depressão acaba sendo negado.

 

Sabemos que não há nada pior do que ter que trabalhar mesmo não tendo condições para isso. O que é uma realidade constante nos casos de depressão.

 

Porém existem alguns critérios a serem levados em conta para que ocorra tudo certo na hora de fazer a perícia médica.

 

5- ETAPAS PARA ENCAMINHAR O AUXÍLIO-DOENÇA

 

As etapas consistem em: consulta médica, solicitação de laudos, relatórios médicos, comunicado a empresa, e por último a perícia médica.

 

Estes processos geralmente levam bastante tempo e requerem disponibilidade da parte do empregado para correr atrás das documentações necessárias.

 

A perícia médica é a grande vilã das doenças ocupacionais, pois hoje em dia bastante dos requerimentos de auxílio-doença estão sendo negados.

 

Sabemos, que você enfermeiro, pode até mesmo ser injustiçado com a negativa da perícia médica. Portanto nem sempre a alta médica pela perícia do INSS, realmente deve ser analisada como última decisão.

 

6- RECORRENDO DA DECISÃO QUE NEGOU O AUXÍLIO-DOENÇA NO INSS

 

Havendo divergência entre a perícia médica do INSS e a documentação médica de seu médico assistente. Ao exemplo, atestados solicitando o afastamento do trabalho por período superior ao concedido pelo INSS.

 

Neste caso, você enfermeiro deve recorrer da decisão do INSS, para que assim, você consiga continuar com o seu tratamento médico de forma efetiva.

 

O recurso ao INSS pode se dar de duas formas, uma é administrativamente, ou seja, diretamente no INSS.

 

O recurso administrativo em grande parte não surte tanto efeito. Pois parte destes recursos são apenas manuscritos, não sendo realizado nova perícia médica. Mas que havendo necessidade deverá ser feito.

 

De outra forma, você enfermeiro pode recorrer judicialmente contra o INSS. Este tem sido mais efetivo, já que é realizado nova perícia médica, com especialista na área da incapacidade.

 

Um ponto importante do processo judicial, é que a avaliação médica será realizada por médico perito imparcial. Desta forma, a avaliação torna-se a mais justa possível.

 

7- A DIFERENÇA DO TEMPO INSALUBRE NA APOSENTADORIA E A APOSENTADORIA ESPECIAL

 

Agora, lembrando que pelo motivo dos enfermeiros, trabalharem em atividades insalubres. A insalubridade pode ser reconhecida pela atividade profissional ser inerente ao ambiente hospitalar.

 

Inevitavelmente, eu não posso deixar de falar a você enfermeiro, sobre a aposentadoria especial.

 

A aposentadoria especial, é um benefício garantido ao trabalhador, homem ou mulher, exposto a algum tipo de agente nocivo. Ou que trabalha em condições que coloque em risco à sua saúde ou a sua integridade física.

 

Você enfermeiro, sabia que pelo motivo de sua atividade profissional ser penosa pode ter direito a aposentadoria especial ?

 

Para entender tudo sobre a aposentadoria especial, acesse o link abaixo

 

APOSENTADORIA ESPECIAL DO ENFERMEIRO- Você sabia que o profissional da enfermagem tem direito a aposentadoria especial?

 

De qualquer forma, deixei aqui um E-book completo, explicando, de forma simples e eficiente, a aposentadoria para os enfermeiros.

 

8- E-BOOK COMPLETO GRATUITO: A APOSENTADORIA DOS ENFERMEIROS, TÉCNICOS E AUXILIARES DE ENFERMAGEM.



Neste e-book, também dou várias dicas de como antecipar a aposentadoria e conto ainda, uma situação muito comum na rotina do enfermeiro que é trabalhar em duas jornadas (atividades concomitantes).

 

Porém muitos não sabem, mas isso pode dar diferença na hora do cálculo da aposentadoria. Ou melhor, revisar de quem já está aposentado, já que o INSS nem sempre soma totalmente estas rendas da dupla jornada.

 

Conclusão

 

Portanto você já aprendeu várias dicas, te garanto que isso fará a diferença na hora de encaminhar seu auxílio-doença ou aposentadoria especial.

 

Sobretudo, ficou com alguma dúvida? Deixe um comentário no post ou compartilhe comigo suas dúvidas no botão abaixo, que logo lhe respondo.

Autor Dr. Diego Idalino Ribeiro, formado pela Universidade de Santa Cruz do Sul – UNISC, inscrito como advogado na OAB/RS n 89.724. Possui atuação exclusiva há mais de 5 anos em Direito Previdenciário, sempre buscando aperfeiçoamento para melhor atender seus clientes

Autor Dr. Diego Idalino Ribeiro, formado pela Universidade de Santa Cruz do Sul – UNISC, inscrito como advogado na OAB/RS n 89.724. Possui atuação exclusiva há mais de 5 anos em Direito Previdenciário, sempre buscando aperfeiçoamento para melhor atender seus clientes

2 comentários em “COMO A DEPRESSÃO PODE ATRAPALHAR A VIDA DO ENFERMEIRO

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